A inteligência artificial promete transformar a forma como trabalhamos, mas os seus efeitos não são iguais para todos. O economista João Duarte explica quais são as profissões que se tornaram mais produtivas com a IA, quais as funções que estão mais expostas à automação e porque é que o uso destes sistemas pode beneficiar mais um trabalhador menos qualificado do que um especialista. Partindo da evidência de que a IA permite produzir mais com menos pessoas, levantam-se outras questões: como gerir o risco de concentração de riqueza e o aumento das desigualdades? Teremos no futuro empresas multimilionárias geridas por uma única pessoa — ou essa realidade já começou? A dupla explica ainda por que motivos o uso da IA se mantém invisível na economia e debruça-se sobre o cenário (provável) de a produtividade descer antes de subir verticalmente. Por fim, olhamos para Portugal. Que riscos e oportunidades se colocam ao crescimento e à competitividade do país? Será que a IA nos vai permitir dar um salto produtivo? Para saber se a IA é uma aliada ou uma ameaça à nossa produtividade, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Arlindo Oliveira, «A Inteligência Artificial Generativa» (Ensaios da Fundação n.º 146, FFMS, 2025). Ethan Mollick, «Co-inteligência» (Ideias de Ler, 2024; original Co-Intelligence, Portfolio/Penguin, 2024) Daron Acemoglu & Simon Johnson, «Poder e Progresso» (Temas e Debates, 2024; original Power and Progress, 2023) Stanford HAI, «AI Index Report» (edição 2026) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics. Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos. Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.